terça-feira, 23 de maio de 2017


Em pronunciamento, presidente afirma que Joesley Batista está sendo investigado por especulação financeira, já que ele comprou US$ 1 bilhão antes da divulgação da gravação

Durante pronunciamento neste sábado (20), Temer observou que, em decorrência dessa “gravação fraudulenta e manipulada”, os irmãos Batista especularam contra a moeda nacional. “A notícia foi vazada, seguramente por gente ligada ao grupo empresarial, que antes de entregar a gravação comprou um bilhão de dólares porque sabia que isso provocaria o caos no câmbio” afirmou.
Assista:


“O autor do grampo está livre e solto passeando pelas ruas de Nova York”, ponderou. “Ele não passou nem um dia na cadeia. Não foi preso, não foi julgado, não foi punido e, pelo jeito, não será. Cometeu, digamos assim, o crime perfeito”, argumentou.

Investigação na CVM

Temer ainda relatou que o empresário Joesley Batista, sabendo que a divulgação da gravação também reduziria o valor das ações da sua empresa, vendeu-as antes da queda da bolsa de valores. “Não são palavras minhas apenas, esses fatos já estão sendo apurados pela Comissão de Valores Mobiliários. A JBS lucrou milhões e milhões de dólares em menos de 24 horas”, observou.

Fonte: http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-planalto/noticias/2017/05/empresario-ganhou-milhoes-com-gravacao-sem-autenticidade-comprovada-diz-temer




quinta-feira, 18 de maio de 2017

Eu pergunto

e quem seriam os candidatos?

Temos gente decente pra isto agora?



quarta-feira, 10 de maio de 2017

(Graças a Deus)


Um juiz brasileiro chamado Ricardo Augusto Soares Leite, da 10.ª Vara Federal de Brasília, ordenou a suspensão das atividades do Instituto Lula, organização sem fins lucrativos mantida pelo ex-presidente do país Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão, tomada no último dia 5, foi publicada hoje.

No despacho, o juiz brasileiro justifica sua decisão afirmando que há indícios de que delitos podem ter sido iniciados ou instigados na sede do instituto, localizada em São Paulo.

"O próprio acusado [Lula da Silva] mencionou que no local se discutia vários assuntos, e há vários depoimentos que imputam pelo menos a instigação de desvios de comportamentos que violam a lei penal, a prudência e a cautela recomendam a paralisação de suas atividades", escreveu o magistrado.

"Há indícios abundantes de que [o Instituto Lula] se tratava de local com grande influência no cenário político do país, e que possíveis tratativas ali entabuladas fizeram eclodir várias linhas investigativas", completou.

A decisão foi divulgada um dia antes do ex-presidente brasileiro prestar o primeiro depoimento como réu em um processo da Operação Lava Jato, que apura crimes cometidos na Petrobras e em outras empresas públicas do país.

Na quarta-feira, Lula da Silva prestará depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação Lava Jato em primeira instância, na cidade de Curitiba.

Neste julgamento, o ex-chefe de estado brasileiro é acusado de ter recebido um apartamento de luxo na cidade do Guarujá, litoral de São Paulo, da empreiteira OAS como pagamento e suborno em troca de influência em contratos desta empresa com a Petrobras.

Lula da Silva nega as acusações e diz que não é o proprietário do imóvel, que ainda está no nome da construtora brasileira OAS.

Fonte:http://parstoday.com/pt/news/brazil-i18702-brasil_justi%C3%A7a_federal_suspende_atividades_do_instituto_lula



quarta-feira, 19 de abril de 2017




,,,,sem vergonha,,traidor da pátria,,,bandido,,,chefe da mega quadrilha,,,manipulador,,mentiroso,,,salafrário,,encantador de burros,,,



terça-feira, 18 de abril de 2017



Autor: Odilon de Oliveira - Juiz Federal em Campo Grande - MS
Publicado por: Marco Euzébio in Blog

Tenha ou não sido criminosa a queda do avião em que viajava Teori, certo é que, na condição de relator da Lava-Jato, operação de alcance internacional e cobrindo, no Brasil, centenas de empresários e políticos, incluindo o Presidente da República, esse ministro jamais poderia fazer uso desse tipo de aviação. Também pelo fato de ficarem hangarados durante muito tempo, em locais sem vigilância, essas aeronaves podem ser facilmente sabotadas. A importância do caso de que cuidava, ainda que em férias ou fora do serviço, Teori, no mínimo, teria que se valer da aviação comercial, pouco exposta a sabotagem e menos sujeita a acidentes, ou voar em avião da Força Aérea Brasileira. Jamais se deslocar em carro sem blindagem, e andar sempre com escolta composta também por policiais federais. Isto não é regalia, mas medida para proteger relevantes interesses nacionais. O interesse não era do Ministro Teori, mas da nação brasileira, pelo que os cuidados com sua segurança não podiam depender da vontade dele. Não se trata de opção da autoridade a ser protegida, mas de imposição do Poder Público. Em jogo, no caso, além do interesse pessoal e familiar na proteção do ministro, estavam interesses nacionais e internacionais. É obrigação da autoridade aceitar a proteção e os rigores dela, ainda que a situação, como é comum, acarrete-lhe constrangimentos. Caminho por essa seara não como curioso, mas na condição de juiz federal criminal há trinta anos, dezoito dos quais com proteção da Polícia Federal, ininterruptamente. Quem decide sobre o nível de segurança é o órgão que a presta, e não o protegido. Do mesmo modo, é o coordenador da segurança, ou, circunstancialmente, o chefe da escolta quem dá a palavra final sobre o que deve ou não fazer o protegido, isto para ser evitada situação de risco. O Ministro Teori sequer se encontrava com escolta, embora a própria natureza da operação que comandava, como relator, não deixasse a menor dúvida sobre o alto grau de risco a que se sujeitava. Dúvida também não pode haver de que o setor de segurança do Supremo Tribunal Federal falhou por incompetência. A mesma negligência não pode acontecer com o Juiz Federal Sérgio Moro, inegavelmente na mira de centenas de investigados na Operação Lava-Jato, muitos já condenados por ele. Infelizmente, o Brasil, líder em audiência no mundo da criminalidade, afrontado por facções que superam, em crueldade, o Estado Islâmico, não tem uma cultura de segurança de autoridades. Trata-se de matéria completamente negligenciada, inobstante muitos assassinatos tenham ocorrido, inclusive de alguns magistrados atuantes na esfera criminal. A situação brasileira impõe a criação de uma doutrina a respeito, assentada em eficiente normativo, que ainda não existe, no âmbito dos três Poderes da República. Isto é o básico para proteger quem lida com essa criminalidade arrogante e sem limite.


segunda-feira, 20 de março de 2017


O Ministério da Agricultura confirmou nesta segunda-feira que a China suspendeu a entrada de carne brasileira no país até o Brasil prestar esclarecimentos sobre suposto esquema de fraude em inspeções, revelado pela Polícia Federal, envolvendo pagamento de propina para a liberação de produtos sem fiscalização adequada.


Mais cedo, uma fonte na China havia dito à Reuters que a suspensão das compras de carne brasileira seria uma medida de "precaução".

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações de carne do Brasil à China somaram 1,75 bilhão de dólares no ano passado, respondendo por cerca de 13 por cento do total.

A decisão chinesa ocorre após a Coreia do Sul intensificar as fiscalizações de carne de frango importada do Brasil e banir temporariamente as vendas de produtos de frango da BRF, maior produtora de carne de frango do mundo.

Além dos países asiáticos, a Comissão Europeia também disse nesta segunda-feira que está monitorando as importações de carne do Brasil e que todas as empresas envolvidas no escândalo de carne terão acesso negado ao mercado da União Europeia.

O Ministério da Agricultura afirmou não ter recebido ainda comunicado formal tanto da Coreia do Sul quanto da UE.

Em operação lançada na sexta-feira e batizada de Carne Fraca, a Polícia Federal mobilizou agentes para desarticular uma organização criminosa envolvendo fiscais agropecuários e cerca de 40 empresas, incluindo as gigantes BRF e JBS. A investigação apontou fraudes na fiscalização sanitária, com o pagamento de propina para liberação de mercadorias adulteradas e estragadas.

Em resposta, o Ministério da Agricultura informou que uma fábrica da BRF em Mineiros (GO) e duas unidades da Peccin em Curitiba (PR) e Jaraguá do Sul (SC) foram interditadas cautelarmente, e que equipes de auditoria foram designadas para apurar irregularidades em outros 18 estabelecimentos citados na operação da PF.


domingo, 19 de março de 2017



Esquema de pagamento de propina a agentes fiscalizadores para evitar multas a frigoríficos abastecia PMDB e PP, diz delegado da PF

A Operação Carne Fraca, desencadeada pela Polícia Federal nesta sexta-feira, voltou os holofotes para grandes empresas do setor, como a JBS, responsável pelas marcas Seara e Big Frango, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão. Informações preliminares dão conta de que havia um esquema de pagamento de propinas a fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura para que frigoríficos pudessem vender produtos adulterados com produtos químicos e carnes vencidas. No total a Polícia cumpre 38 mandados de prisão que atingem executivos das duas empresas, e a Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de 1 bilhão de reais nas contas da JBS e BRF. Além das duas gigantes do setor, outras 29 companhias também são alvo da operação.

A PF cumpriu mandados nos Estados de São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Instalações da JBS.

O delegado Maurício Moscardi Grillo, que até recentemente integrava a força tarefa da Operação Lava Jato, afirmou que o esquema abastecia partidos políticos. “Dentro da investigação ficava bem claro que uma parte do dinheiro da propina era revertido para partido político. Já foi falado ao longo da investigação dois partidos que ficavam claro: o PP e o PMDB”, disse Grillo. Segundo ele, foram detectadas irregularidades nas Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado de Minas Gerais, Goiás e Paraná.

O delegado disse que ainda não é possível determinar os valores de propina pagos no esquema, mas as estimativas iniciais dão conta de que o dinheiro movimentado pode alcançar milhões de reais. Isso porque um dos investigados declarou ter 400.000 reais em dinheiro vivo na sua residência. MAIS INFORMAÇÕES “Que legitimidade tem este Congresso para votar a reforma da Previdência? Zero” “Não damos propina. Se quiser, por favor, não ligue” Lista de Janot e protestos, a conjunção que ameaça os planos reformistas de Temer Enxurrada de inquéritos da Operação Lava Jato ameaça colapsar o Supremo Parte dos alimentos adulterados teriam sido fornecidos para alunos da rede pública do Paraná. "Inúmeras crianças de escolas públicas estaduais estão se alimentando de merendas compostas por produtos vencidos, estragados e muitas vezes até cancerígenos para atender o interesse econômico desta poderosa organização criminosa", escreveu Grillo em seu despacho. Uma das técnicas envolvidas seria a substituição de carnes nobres utilizadas nas salsichas por outras mais baratas e até mesmo por farelo de soja.

Em nota, a Polícia Federal afirma que “agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva". Ainda não se sabe quantas pessoas podem ter consumido os alimentos irregulares. Além de abastecer o mercado interno, as duas empresas também são grandes exportadoras. O atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), é citado em uma conversa grampeada pelas autoridades que investigam o caso. No diálogo, ele se refere ao fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, como “grande chefe”. Gonçalves, que ocupou o cargo de superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, é apontado como um dos principais articuladores do esquema.

O juiz responsável pelo caso, no entanto, disse que não existem indícios suficientes de que o parlamentar tenha participado de algum ilícito. Serraglio assumiu a pasta da Justiça há poucas semanas, mas já protagonizou polêmicas: chegou a dizer que consegue identificar um criminoso ao “olhar nos olhos”. Em um telefonema entre Serraglio e Gonçalves, o peemedebista diz que "o cara que está fiscalizando lá apavorou o Paulo, disse que hoje vai fechar aquele frigorífico (...) Botou a boca. Deixou o Paulo apavorado".

O fiscal afirma que irá "ver o que está acontecendo". A notícia de que mais um ministro de Michel Temer se vê envolvido em um escândalo de corrupção pode complicar a estratégia do Planalto de não falar sobre os aliados implicados em investigações. O presidente já afirmou que ninguém será afastado até que seja formalmente denunciado pela Procuradoria-Geral da República. Além de Serraglio, outros seis ministros do Governo foram alvo de pedidos de abertura de inquérito na Operação Lava Jato – o Supremo Tribunal Federal ainda não se manifestou com relação aos pedidos. Em nota, Serraglio afirmou que a investigação deixa claro que ele não “interfere” nos trabalhos da Polícia Federal: “ O Ministro soube hoje, como um cidadão igual a todos, que teve seu nome citado em uma investigação.

A conclusão tanto pelo Ministério Público Federal quanto pelo Juiz Federal é a de que não há qualquer indício de ilegalidade nessa conversa gravada”.

Já a JBS divulgou nota informando que "não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação", e que "a JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias".

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) afirmou em nota que "apoia a operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal (...) e reforça que a denúncia partiu do próprio Sindicato".

A reportagem não consegui entrar em contato com os advogados da BRF.




sexta-feira, 4 de novembro de 2016



O investimento de R$ 130 milhões dos dois pequenos fundos na incorporadora do hotel de Trump “exige investigação”, segundo o procurador federal Anselmo Lopes. Ele cita o tamanho, a estrutura e o alto nível de risco do empreendimento.

Um procurador de Brasília inicia, nesta quinta-feira, uma investigação criminal que envolve o bilionário norte-americano Donald Trump. O candidato republicado à Casa Branca está associado a dois fundos de pensão estatais, em um hotel de luxo do Rio de Janeiro. Trata-se de mais uma franquia Trump, de acordo com um documento apresentado em um tribunal. A agência inglesa de notícias Reuters teve acesso ao documento, na véspera.

O investimento de R$ 130 milhões dos dois pequenos fundos na incorporadora do hotel “exige investigação”, segundo o procurador federal Anselmo Lopes. Ele cita o tamanho, a estrutura e o alto nível de risco do empreendimento. A denúncia consta no documento datado de 21 de outubro, que deu início ao inquérito.

Propinas

Lopes cita o fundo de pensão da estatal Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Aponta, ainda, o fundo dos funcionários do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins. Ambos investiram o dinheiro na incorporadora LSH Barra Empreendimentos Imobiliários, que construiu o Trump Hotel Rio de Janeiro.

“Investir valores deste montante, para estes fundos de pensão (relativamente pequenos), viola princípios de diversificação e liquidez”, argumentou Lopes no documento. “É necessário verificar se o favoritismo demonstrado pelos fundos de pensão pela LSH Barra Empreendimentos Imobiliários e pela imobiliária norte-americana se deveu a pagamentos ilícitos e propinas”, disse o procurador no texto de 15 páginas.

Trump Rio

A investigação é parte de um inquérito mais profundo sobre fraudes em fundos de pensão estatais. Estes envolvem subornos supostamente pagos para garantir investimentos. A Trump Organization e a LSH Barra Empreendimentos Imobiliários, a única proprietária do hotel, negaram qualquer irregularidade. A Serpro não respondeu a pedidos de comentário.

O Trump Hotel Rio de Janeiro, propriedade à beira-mar com 170 quartos próxima de onde o Parque Olímpico esteve localizado. Hoje, é administrado pela imobiliária do candidato presidencial. Ainda assim, sem nenhum dinheiro da Trump Organization investido no projeto.

Fonte: http://parstoday.com/pt/news/




terça-feira, 25 de outubro de 2016



Mais um pouco sobre tudo que já sabemos, de forma didática e cronológica...
Só resta torcer para que a escuma remanescente e aparelhada se desfaça por inteiro...
E.T. Seria Augusto de Franco apenas mais uma Margarida traída, com remorsos... “Sic”...
(.....)


-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
UMA PARTE DA HISTÓRIA DO BRASIL. 
Aqui vai a confissão de um petista que largou o partido, tendo entrado no começo, mas, não concordou com o caminho trilhado.
 -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 

POR QUE A ESQUERDA ENVEREDOU PELO CRIME: UMA ANÁLISE.

Por Augusto de Franco - ex-dirigente do PT

O que está acontecendo com o PT não é um fenômeno isolado. Aconteceu com vários grupos da esquerda autocrática depois da queda do muro de Berlim. Sobretudo na América Latina, em que muitos dirigentes de organizações ditas revolucionárias enveredaram para o crime.

Conheci vários desses militantes que viraram bandidos. Daniel Ortega, da Frente Sandinista, hoje presidente da Nicarágua, foi um deles. Me lembro como se fosse hoje. Ele foi convidado de honra no I Congresso do PT (que coordenei), no final de 1991. Chegando lá, no Hotel Pampa, em São Bernardo, Daniel pediu logo ao tesoureiro do PT à época, se não podia arranjar umas prostitutas. Esse Daniel e seu irmão Humberto, eram teleguiados de Fidel, que lhes passava pitos, aos berros. Reuniões decisivas para o futuro da chamada revolução sandinista foram realizadas em Havana, sob o comando de Fidel. E enquanto as bases Petistas da Igreja idolatravam por aqui os sandinistas como expoentes de uma nova espiritualidade dos pobres, esses bandidos assaltavam patrimônio público (inclusive passavam para seus nomes propriedades imóveis) do Estado nicaraguense.

O mesmo ocorreu com gente da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional de El Salvador, que também está no governo. Aconteceu com o Mir (e com o Mir Militar) chileno, com alguns Tupamaros, com as FARC colombianas e, é claro, com a nova leva de bolivarianos, que não tinham tanta tradição de esquerda, como Chávez, Maduro e Cabello (mas aí já estamos falando de delinquentes da pior espécie, que inclusive chefiam o narcotráfico na região) e como Rafael Correa e Evo Morales. Bem, para resumir, aconteceu com boa parte das organizações e pessoas que frequentam as reuniões do Foro de São Paulo (fundado, não por acaso, um ano depois da queda do muro - e eu estava presente na reunião de fundação, no Hotel Danúbio).

Não dando certo a revolução pela insurreição, pelo foquismo ou pela guerra popular prolongada, essa galera chegou à conclusão de que seria preciso fazer a revolução pela corrupção. Bastaria adotar a via eleitoral contra a democracia e depois assaltar o Estado para financiar um esquema de poder de longo prazo. O plano era simples: conquistar hegemonia sobre a sociedade a partir do Estado aparelhado pelo partido. O objetivo era claro: chegar ao governo pela via eleitoral, tomar o poder e nunca mais sair do governo. Para isso, entretanto, era necessário, além do tradicional caixa 2, fazer um caixa 3, encarregado de custear ações legais e ilegais, ostensivas e clandestinas, para controlar as instituições, comprar aliados, remover ou neutralizar obstáculos...

Afinal, pensaram eles: as elites não fizeram sempre assim? Para jogar o jogo duro do poder não se pode ter escrúpulos. Foi essa a conclusão de Lula, Dirceu e dos dirigentes Petistas que tomaram o mesmo caminho. É claro que, como ninguém é de ferro e como não se pode amarrar a boca do boi que debulha, alguma compensação em vida esses bravos revolucionários mereciam ter. E foi assim que enriqueceram, abriram contas secretas no exterior para guardar os frutos dos seus crimes, adquiriram bens móveis e imóveis em nome próprio ou de terceiros e foram levando a vida numa boa enquanto o paraíso comunista não chegava.

O ano de 1989 foi decisivo para essa degeneração política e moral da esquerda. Mas o que aconteceu não foi um resultado do somatório de desvios individuais. Não! Eles viram que seria muito difícil conquistar o mundo e assumir o comando de seus próprios países, contrapondo um bloco a outro bloco. O bloco dito comunista se desfez. A União Soviética derreteu em 1991. Ruiu tudo. E agora? Bem, agora - pensaram eles - seria necessário ter uma nova estratégia. E eis que surgiu uma ideologia pervertida, baseada numa fusão escrota de maquiavelismo (realpolitik exacerbada) com Gramscismo. Eles, como operadores políticos, conduziriam a realpolitik sem o menor pudor, enquanto que pediriam ajuda aos universitários para dar tratos à bola do Gramscismo (e reproduzir mais militantes nas madrassas em que se transformaram as universidades).

No Brasil, porém, parece que erraram no timing. Precisariam de mais uns três ou quatro anos para ter tudo dominado, dos tribunais superiores, passando pelo Congresso, pelo movimento sindical e pelos fundos de pensão, pelos (falsos) movimentos sociais que atuam como correias de transmissão do partido, pela academia colonizada, pelas ONGs que se transformaram em organizações neo-governamentais, por uma blogosfera suja financiada com dinheiro de estatais e por grandes empresas (com destaque para as empreiteiras, atraídas pela promessa de lucros incessantes quase eternos se estivessem aliadas a um sólido projeto de poder de longo prazo).

Não deu tempo. O plano foi descoberto antes que as instituições fossem completamente degeneradas. E chegamos então a este agosto de 2015, ano em que alguns desses dirigentes vão começar a assistir, de seus camarotes na prisão, o desmoronamento do esquema maléfico que urdiram.

NOTA: Me afastei do PT no final de 1993. Portanto, há mais de 20 anos. Até aquela época não era muito visível a estratégia da "revolução pela corrupção" que descrevi acima, nem mesmo para vários dirigentes nacionais do PT que, como eu, não pertenciam à corrente majoritária de Lula e Dirceu. Mas desde aquela época não acredito mais em partidos.

Augusto de Franco




segunda-feira, 24 de outubro de 2016



A Justiça brasileira prendeu quatro polícias legislativos por interferir e proteger os senadores julgados na trama de corrupção da Petrobras.

Em um operação espetacular, a Polícia Federal (PF) do Brasil deteve nesta sexta-feira no Congresso quatro membros da Polícia Legislativa (PL): três agentes e o diretor desse órgão especializado, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho, segundo o diário local da Folha de Sao Paulo.

A ordem formal partiu de um juiz de Brasília que acusou o grupo de “interferir” e boicotar as investigações do gigantesco escândalo de corrupção da petroleira estatal Petrobras, uma causa que tem envolvido como suspeitos mais de centenas de legisladores.

Segundo a Promotoria de Brasília, o caso baseia-se na declaração de um policial legislativo, quem afirmou que se tinha feito tarefas "de contrainteligencia" nas residências e os despachos de três senadores e um ex-deputado unidos na trama delictiva da Petrobras.

"Obteve-se provas de que o grupo, liderado pelo diretor de Polícia do Senado, tinha a finalidade de obstaculizar operações de investigação da Polícia Federal sobre senadores e ex-senadores, usando equipes de inteligência", indicou a PF em um comunicado.

Como os agentes presos são servidores públicos do Congresso, encarregados de garantir a segurança do Legislativo, o juiz que ordenou a prisão também determinou que sejam afastados temporariamente dos cargos enquanto a investigação estiver em andamento. .

Os investigados responderão pelos delitos de associação delictiva armada, corrupção privilegiada e obstrução de indagações sobre fatos delituosos.

Esta detenção da PL ocorreu dias após a detenção do ex-presidente da Câmera de Deputados Eduardo Cuncha, o que tem criado um clima de inquietude e incerteza para a grande maioria de seus colegas.

O escândalo do “Lava Jato” esquentou os parlamentares de várias formações políticas, principalmente, e membros do Partido dos Trabalhadores (PT) dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula dá Silva e Dilma Rousseff, como também membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), liderado pelo atual chefe de Estado, Michel Temer.

http://parstoday.com/



Followers

Google+ Followers

Leve nosso QR Code

Leve nosso QR Code