segunda-feira, 3 de março de 2014


As decisões de outubro

Nosso país estará decidindo se quer ser uma republiqueta bolivariana ou uma nação respeitável, alinhada com as democracias do planeta

Por  Percival Puggina, arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org , colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país,  membro do grupo Pensar, autor de crônicas contra o totalitarismo: "Cuba, a tragédia da utopia" e "Pombas e Gaviões"

Completou-se, na manhã de quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014, mais uma página na história da construção da hegemonia petista. Ela desenha para o Brasil um estado totalitário, à margem da democracia constitucional. Confirmou-se a formação de uma bancada governista dentro do Supremo Tribunal Federal, situação que passamos a partilhar com os países do eixo bolivariano que, há mais tempo, abandonaram o princípio da independência dos poderes. O STF, apesar de todos os seus pesares, ainda era um último recurso contra o arbítrio. Varreu-se, agora, a linha divisória que nos separava do mundo das trevas onde reina, todo poderoso, o partido que hegemonizou a política nacional. Cerrou-se a porta onde poderíamos bater para conter o braço longo do Estado em suas ingerências na vida privada e o uso abusivo do aparelho estatal. O petismo, que governa a República, que chefia e partidariza o Estado, que mantém a soldo a maioria parlamentar, capturou também o STF para seu aprisco.

O modelo institucional brasileiro, tão mal concebido, tão fácil de ser empalmado por quem tenha vocação totalitária, prevê que os membros dos tribunais superiores sejam indicados à aprovação parlamentar pelo chefe do respectivo poder executivo. Assim, quem indica os ministros do STF é a pessoa que preside a República. Essa norma, esculpida na Constituição, pressupunha o natural rodízio dos partidos no mais elevado escalão do poder nacional. Não cogitaram, os constituintes, a possibilidade de um mesmo partido exercer a presidência durante sucessivos mandatos, por 12 ou, mesmo, 16 anos. Pensaram que a gangorra das  maiorias e o rodízio dos governantes permitiriam a renovação do STF, preservando conveniente pluralidade. No entanto, a solidificação de uma hegemonia no governo da República foi transformando a Corte em colegiado a ele subalterno.

Quando Joaquim Barbosa, com a habitual sem cerimônia, afirmou ao novato Roberto Barroso que seu voto tinha todo jeito de ter vindo pronto quando chegou ao STF no ano passado, ele estava fazendo a leitura de um período muito triste da história do Brasil. O Supremo encolhendo como poder e sendo composto como mesa de banquete nos regabofes palacianos.

Diante desse cenário é importante levar em conta que a eleição do dia 5 de outubro não será como outras quaisquer. O que estará em disputa quase definitiva não é uma simples escolha entre dois ou mais nomes. Nosso país estará decidindo se quer ser uma republiqueta bolivariana ou uma nação respeitável, alinhada com as democracias do planeta. Impossível recusar esta verdade bem simples: não é entre tais democracias que o partido hoje hegemônico em nosso país gosta de estar. Seus dirigentes não escondem seu apreço pelas piores companhias, nem seus afetos pelos ditadores e demagogos que infernizam nações vizinhas, alinhadas com as confabulações do famigerado Foro de São Paulo. Em 5 de outubro estaremos fazendo uma escolha praticamente definitiva sobre o tipo de civilização em que queremos nos desenvolver como nação, que tipo de ambiente cultural queremos integrar, que tipo de direitos queremos exercer e de deveres aceitamos cumprir. Isso é bem mais do que eleger um governante.


Comentário do Jornal dos Amigos

O Partido dos Trabalhadores ainda não é um partido soberano no País. Depende ainda de uma base partidária de sustentação, e o maior partido dessa base, sem dúvidas, é o PMDB. A esperança (apesar dos pesares) está nesse partido romper de vez com o PT e lançar candidatura própria para a presidência da República ou aliar-se a outro partido que não faça parte da base aliada petista. Então teremos chance de livrar o Brasil da cubanização, sinônimo de tragédia, desespero, desolação, a mesma coisa que desgraça para todos.  

* * *

Enviado por Luciano de Moura
030214

Suboficial da Marinha do Brasil Peter Costa
solta sua indignação para a decisão do STF


Suboficial se revolta e convoca todos os brasileiros para intervenção militar no Brasil. Explica que não é golpe militar, mas colocar a casa em ordem, acabar com a roubalheira e anomalias como as indicações do Supremo.
Ele diz que todos os oficiais do Brasil já estão ciente desse protesto: "Vamos protestar antes que o Brasil vire uma Venezuela ou Cuba, os corruptos condenados estão sendo libertos etc." – vocifera.

Convoca para a manifestação pacífica, com todos de branco, que acontecerá no próximo dia 22 de março. Embora a manifestação seja pacífica, é preciso montar uma estratégia para conter os Black Blocs, o pau mandado da esquerda. Vide Venezuela.

Nossa bandeira leva as cores verde que representa a mata, amarelo que representa o ouro, azul que representa o céu e o branco que representa a paz. A mata está sendo consumida, o ouro já levaram quase tudo, o branco está encardido pela corrupção, só falta levarem nosso céu. Quando isso acontecer ficaremos sem a nossa bandeira.


Comentário do Jornal dos Amigos

Vamos ao fato. Quadrilha, segundo o Aurélio, é "bando de ladrões, assaltantes ou malfeitores". O que é o bando condenado por formação de quadrilha no episódio do "mensalão" senão ladrões que assaltaram os cofres públicos configurando malfeitos, como definiu a própria "presidenta" Dilma? Há uma relevante contradição na decisão do Supremo, que tornou-se inferior com a decisão. A indignação maior é que ainda não pegaram o chefe. Estamos todos preocupados com os destinos do Brasil. Devemos dar um basta na fragrante cubanização do Brasil a partir do programa “Mais Médicos” e outras excrecências ditadas pelo governo federal. Alguém já nos alertou que estamos instilando ódio. Ódio quem instila são os petistas aos que pretendem  a prosperidade sendo empresário, que paga impostos e propicia emprego, aos que desejam que haja respeito a Lei e a ordem ainda constituída. Nós estamos é realmente preocupados com o futuro democrático do País. Os nossos efusivos elogios ao suboficial pela coragem e que Deus o proteja. 



Charge de Miguel para o Jornal do Commercio 

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