quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O atropelamento


Um cidadão entra numa delegacia em Brasília e declara ao delegado:
- Vim entregar-me. Cometi um crime e desde então não consigo viver em paz.
- Fique calmo... O que o senhor fez?!
- Atropelei um petista na estrada de Taguatinga.
- Ora, meu amigo, como o senhor pode se culpar se esses petistas atravessam as ruas e as estradas a todo o momento?
- Mas ele estava no acostamento!
- Sinal que iria atravessar! Se não fosse o senhor seria outro qualquer.
- Mas não tive coragem de avisar a família dele!
- Meu amigo, se o senhor tivesse avisado haveria manifestação de repúdio, passeatas com apoio da CUT, MST, pancadaria, morreria muito mais gente... Então o senhor fez muito bem, portou-se como um pacifista.
- Mas doutor, enterrei o pobre homem ali mesmo, na beira da estrada!
- O senhor realmente me parece uma pessoa de bem. Enterrar um petista é postura de benfeitor. Outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubus.
- Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava: “Estou vivo, estou vivo!”.
- Tudo mentira! Esses petistas mentem muito e o tempo todo...



Jornal dos Amigos


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