domingo, 8 de fevereiro de 2015


Muito bem bolada.



FESTA DE ARROMBA
                  (Roberto e Erasmo)

Convidado p/ a festa dos 35 anos do PT.
Curioso como sou, resolvi comparecer.
Na chegada, a primeira surpresa: na verdade o PT está fazendo 40 anos,
35 por dentro e 5 por fora. Disse-me o Rui Falcão que isso não é caixa
2, mas sim um programa denominado Regressão Etária Não Contabilizada
Bolivariana, adotado há muito por diversas damas do partido, como Dona
Marisa Letícia e Marta Suplicy.

O salão estava lindamente decorado com anúncios de escritórios de
advocacia e fotos coloridas das melhores prisões do país, vendendo
ofertas tentadoras, como celas minimalistas assinadas por Philip Stark
e solitárias retrofitadas de frente para o mar.

O serviço estava um pouco prejudicado pela greve dos garçons e o racha
entre duas facções do pessoal da cozinha, mas, mesmo assim, o bufê não
deixava nada a desejar. Como pièce de resistance, coxinhas deliciosas
(provocação?) e quibes com receita exclusiva do Estado Islâmico. Na
mesa de doces, maravilhosos comissários de chocolate
– na verdade, brigadeiros, mas nome de milico não entre nessa festa.
Num palco improvisado, Lula, bêbado – desculpem-me pela redundância –
discursava aos berros pedindo a renúncia do Fernando Henrique e o fim
da ditadura.
Dilma, linda, desfilava um modelito capa de liquidificador, que passou
a adotar depois que perdeu peso e abandonou o estilo capa de bujão. Já
meio alterada pelo consumo abusivo álcool misturado à gasolina, dizia
a todos para não se preocuparem com a crise: “gentes, depois da
tempestade vem a ambulância!”.

Enquanto isso, Ideli Salvatti não largava o pau de selfie da Erenice
Guerra, enorme, por sinal, tirando fotos indiscretas, como o flagrante
do Zé Dirceu imitando a boca de cu da Graça Foster.

No auge da farra, um apagão deixou tudo às escuras. Quando a luz
      voltou, Dilma acusou Aécio pelo incidente e o dinheiro
arrecadado com a venda de ingressos sumiu. Não por acaso, Genuíno saiu
de fininho, logo depois, com um volume estranho
sob o paletó.

E aí chegou o momento solene da festa: a banda de músicos cubanos, do
programa Mais Músicos, atacou o Hino Nacional da Venezuela.

Fui embora
Paulo Eboli



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