quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


Enviado, pela autora, São Paulo-Capital
230313

Justiça é feita mas na prática...

Por Mara Montezuma Assaf

Revolta é o que me causou a leitura da carta da Sra. Cláudia Priore (Fórum dos leitores do Estadão - 23/02) ) expondo o assalto com violência cometido contra seus sogros e a atitude incompreensível dos policiais  que soltaram os criminosos, pegos com o carro e os bens roubados das vítimas, diante da revolta da população da favela em defesa de seu morador. A polícia soltou os meliantes! Explicação dada: a recomendação do comando em São Paulo é não ferir bandidos para não arrumar problemas com os direitos humanos. Eu somo esta notícia a outro fato atual: o de que o parricida Gil Rugai, mesmo tendo sido condenado a 33 anos e 9 meses de prisão não só vai recorrer da pena em liberdade como também, mesmo se tivesse sido preso, só teria a cumprir mais 3 anos e 1 mês de prisão...que somariam aos 2 anos e 6 meses em que foi mantido preso. Só isso?  Lição aprendida: no Brasil a prática do crime compensa, a cruel inversão de valores está sendo esfregada na nossa cara e ninguém faz nada para mudar este quadro! Por que somos tão omissos? O quê exatamente nos paralisa? Enquanto nada fazemos, os grandes interessados nesta "revolução" estão à todo vapor implantando os alicerces do que entendem ser "uma nova sociedade". ACORDA, Brasil!

Comentário do Jornal dos Amigos

O caso de Gil Rugai é hilário, para não dizer trágico. O sujeito é condenado a 33 anos e 9 meses em regime fechado pelo assassinato de seu pai, Luis Rugai, e de sua madrasta, Alessandra Troitino, ocorrido em março de 2004, mas continua solto.  Na sentença, o juiz Adilson Paukoski Simoni chamou o condenado de dissimulado e "extremamente perigoso", entretanto, determinou que ele pudesse recorrer da sentença em liberdade. E ainda acrescentou que Rugai pode pedir progressão para o regime semiaberto. Ora, isso não passa de uma palhaçada. Justiça para quê? Pode matar porque 5 anos depois você pode ganhar a liberdade.  No caso de Gil é imediata. O crime no Brasil compensa e nesse caso “não vale a pena”. Veja também o caso daquele ex-deputado de Curitiba, Carli Filho, que passou por cima de dois rapazes a 130 km, matando-os. Há provas de que estava alcoolizado e nada acontece, está solto. O Brasil é o país da impunidade. Se esses crimes fossem cometidos nos EUA -em que 36 estados dos 50 ainda existe pena de morte- esses sujeitos pegariam com a pena capital ou prisão perpétua, sem essa de progressão da pena para regime semiaberto.








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